domingo, 14 de agosto de 2016

Body shaming e o caso da Dani Mathers (a modelo da PlayBoy que ridicularizou uma outras mulher)

Body shaming: A tradução livre é "vergonha do corpo", isso é um nome para situação aonde você sente vergonha do seu corpo, ou uma pessoa te faz sentir vergonha do seu corpo.
Bem, é uma bandeira levantada pelas feministas radicais, apelidadas de feminazy.... Os assuntos que elas trazem são importantes, a coisa falha no modo com o que elas abortam e as soluções que elas empoem. Quero dizer, que fazer uma pessoa se sentir em vergonhada dela mesma, dependendo do contexto, é errado, bullying é um deles, como por exemplo, pegar no pé de alguém porque tem corpo diferente, alguém magro, gordo ou deficiente, entende? Ficar provocando a pessoa, e fazer com que ela se sinta desconfortável ao ponto de começar a enxergar problemas em si mesma.




As escolas deveriam trabalhar mais a raiva e o modo com que suas crianças se expressam, não cala-las, ou fazer com que elas procurem não dizer coisas só porque são consideradas negativas (o que é quase como calar, mas no caso é fazer a pessoa acreditar que é escolha própria, sendo que não fala por medo de rejeição), mas sim buscar fazer debates, mostrar para as crianças que existem outras formas de se expressar, mostrar que ao abrir a boca, abra os ouvidos, ou seja, saiba ouvir também, deixar a raiva para ser extravasada em outra coisa e não em pessoas (as pessoas não tem culpa das suas frustações, você não tem que descontar isso com quem não tem nada a ver com sua vida, ninguém é obrigado a entender merda nenhuma sua, larga de ser infantil)...
 Sabe, usar a escola para crescimento social e pessoal, mas atualmente aquilo parece prisão para os pais terem um tempo dos pirralhos...
Se você acha alguém feio, deve entender que isso é uma opinião pessoal e fútil, e longe de ser um juramento (pois não tem base em nada), se você tem vontade de expressar isso, primeiro pergunte-se se isso é necessário, saiba que pode soar rude, saiba que falar o que quer tem consequências, mas você é livre para fazer. No outro lado, você também se põe em uma posição de poder ser criticado, que sair de casa tem isso, as pessoas olham para você, elas pensam, não dá para desligar pensamentos, e vai ter pessoas que vão sentir alguma necessidade de expressar o que pensam sobre você.
A forma que você expressa uma opinião, e recebe opiniões, fala muito sobre você, se você é maduro, imaturo, inseguro, seguro, experto, burro, ignorante... Mas a coisa é que opiniões não são julgamentos, opinião é basicamente o que você acha, e julgamento é mais profundo, baseado em coisas que acreditam que são reais e solidas... Você achar que alguém é feio não faz a pessoa feia, ai que está, assim como outras coisas, ela reagir mal com sua opinião é com ela (você não tem que enxugar as lagrimas dos outros, mas tem que aceitar a resposta)... Mas o problema é quando as pessoas querer tornam isso um julgamento, tentam fazer a pessoa se sentir mal, querem fazer os em volta a dizer o mesmo, só para ter prazer na dor alheira.
Ok, mas e daí?
Daí as doidas (as feministas radicais) vem com a solução de sempre, ou tacar ódio como resposta, como se só porque se nomearam oprimidas podem fazer o que julgam bom sem seres questionadas, mesmo o ódio é irracional (mas na visão delas, o delas é justificável), ou então calar opiniões, já que não podem lidar com coisas que vão contra o que elas querem, vamos cortar. O primeiro caso é aquilo que todo mundo conhece, já que boa parte delas estão fora de forma, elas jogam ódio em quem está em forma, fazendo todas acreditarem que tudo bem ofender magras e pessoas de academia, abaixar a auto-estima delas, machuca-las, as tornarem erradas, isso só cria um vilão, criar vilões não torna uma história melhor (ao não ser que seja ficção, mas no mundo real o melhor é sempre a paz dos dois lados, e não nomear um bom e um mal). A segunda solução é calar as pessoas através de hipocrisia, fazer todo mundo adotar o "se não for para ser positivo, guarde para você mesmo", só porque algumas pessoas não sabem lidar com realidade... O problema é que a hipocrisia é que nem um fungo, quando você deixa isso num lugar favorável, isso cresce, ou seja, os níveis de sensibilidade vão subindo até qualquer merda ser "imoral", até que você não possa dizer nada ou seguir apenas um modelo de conduta (essa situação parece familiar?)
O problema desse body shaming é a proporção, ou as sensibilidades aceitas, as pessoas encaixam isso em contextos ridiculamente insignificantes, como uma blogueira que eu li enquanto pesquisava sobre o termo, usando um exemplo na qual uma mulher gritar que usa 36 é ofensivo... Pois pode fazer quem escuta, no caso se não usa 36, se sentir mal com sua aparência... Vai se ferrar... Ou seja, qualquer situação na qual você se sinta desconfortável e comece a quase questionar sobre sua condição física é um problema, olha o gatilho, o que fazer? Incriminar alguém...
Imagine a situação, se você é magra, você não deve ter orgulho disso, porque isso machuca quem não é, mas se você é gorda, tudo bem... Dai, você magra, tem que esconde-se, mas não muito, porque você tem que tomar cuidado com os gostos que decidiram que são masculinos (pois nesse utopia todos os homens são iguais), se não souber como equilibrar, engorde, isso é o certo. Se você é gorda, não pode ficar incomodada com seu corpo, se não vai favorecer os padrões da sociedade (que nessa utopia se resumem a 1, ignore gostos pessoais e culturais), você não pode reclamar, isso é ofensivo, você tem que se "aceitar", ou seja, gritar para todo mundo que está mega feliz, de preferência espalhando sua imagem por ai, questões de saúde não existem, ignore isso. Não tem meio termo, quando mais perto da utopia, mais as coisas se resumem ao branco e preto, o certo e o errado disfarçado de diversidade.
                                                                                                              

Mas um caso real de body shaming

Eu detonei isso de certa forma, e eu nem preciso trazer exemplo (de vitimismo, casos forçados), é só olhar para as redes sociais e ver a hipocrisia que se instalou... Mas existe sim casos que são reais, e que são duros... Olha esse:

Dani Mathers, é uma modelo da playboy, ou seja, vive de foto e masturbação, de 29 anos, que eu nunca tinha ouvido falar, pois a única celebridade que eu me interesso em ver nua é a Christina Aguilera (tem motivo, pois eu vou ser assim quando crescer).... Bem, em um belo dia na academia, lá no chuveiro, ela avistou uma mulher nua que estava fora de forma, ela reagiu negativamente, e decidiu contar sua sensação aos amigos, até ai tudo bem... A merda começa a partir daqui: daí a puta decidiu tirar uma foto da mulher, nua, é, ela tirou uma foto, de uma pessoa que ela nem conhece, sem permissão... Muito errado... E então postou no Snapchat, só que no caso, ela é uma daquelas pessoas que usam Snapchat como Instagram, ou seja, estava cheio de seguidores, ou seja, geral viu, além da foto, ela colocou legendas na qual zomba da mulher... E... Deu merda...
A coisa repercutiu. Ela foi, com toda a razão, castigada. Ela está sendo investigada e vai passar por um belo processo por no mínimo dois crimes, que é expor uma pessoa e difamação... Além disso, várias academias colocaram o nome dela na lista negra, porque ela não é confiável em lugares aonde as pessoas tiram a roupa, e isso foi uma bela de uma bosta, e as pessoas não ficariam mais confortáveis na presença dela, além de receber rejeição social. E ela tambem foi demitida de seu trabalho.
Não achei nada sobre a mulher na foto (revisar isso)
Creio eu que a intenção era servir como inspiração, mostrar um corpo feio e fazer com que as pessoas se sintam envergonhadas e procurem mudar. As pessoas realmente se sentiram envergonhada, e se colocaram no lugar dela, só que na situação de ser exposta, nua, para milhares e servir de chacota... Mano, sua idiota, a mulher estava numa academia, ela estava lutando pela saúde e aparência, ela está mudando, ela deveria ser parabenizada e não zombada.
Isso é Body Shaming, agora compare isso com a situação de uma mulher adulta chorando porque a foto de uma mulher magra a incomodou, não tem comparação. Imagina você descobrir que uma foto horrível do seu corpo foi compartilhada sem sua permissão para o prazer de alguém... E compara isso com estar incomodada com o fato de existirem pessoa no mundo que podem te achar feia.
Imagina uma pessoa sendo zuada por diversas por causa de sua aparência, ou porque seu corpo é de algum tamanho, ela é de alguma etnia, ela tem alguma falha, todos os dias, ou um grupo a enche de palavras cruéis, como ela ser um erro. Compare com uma mulher adulta, na frende de um computador, tendo uma crise por causa de um comentário negativo, ou com um olhar torto que ela considerou inaceitável... Ou com ela olhando para um cartaz de uma modelo sendo adorada que não tem o mesmo corpo que o dela... Tem comparação? Logico que não.
Pense porra, se aumentam a sensibilidade e qualquer coisa é grave, ou seja, o grave se torna qualquer coisa, daí perde o sentido, o que era realmente grave sai de foco, se perto no meio do mimimi, no meio de milhares de regras sociais, se torna obsoleto... Acha isso uma solução?
Sabe, muitas pessoas só criticaram a Dani porque ela é uma loira gostosa criticando uma gorda, do que uma pessoa expondo criminalmente alguém, você enxerga isso??
Vocês querem tornar um crime em evidencia, então só trate coisas serias. Você se sente mal com seu corpo por qualquer coisa, talvez o problema esteja dentro de você.
Você precisa de elogios? Se desmorona com críticas? Seja individualista, o que os outros tem haver com você? Assim como milhares dizer que você é feia não te torna feia, milhares te dizer que você quer bonita não te faz bonita.
Tenha compaixão pelas pessoas, e não só pelas aquelas que lhe convém, só porque tão no mesmo barco, porque são como você, porque dividi as mesmas opiniões com você, isso é egoísmo puro. Você não pode se dizer mente aberta, dizer que abraça o mundo e suas diferenças, se na pratica só faz isso com quem é como você.

Hipocrisia nunca é legal.

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